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Ademir Canabarro - Um missioneiro.
E-mail: canabarros@coxixogaucho.com.br
 
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| Ademir Canabarro - um missioneiro
Se voce pensa desta maneira, precisa rever teus conceitos imediatamente! Aqui nos pampas, no chão missioneiro os CTGs estão floridos com frequencia dos piás e prendinhas. A frequencia nos CTGs chega a ser de mais de 80% de jovens entre 5 e 26 anos, por aqui tem até mesmos Primeiro Peão e Primeira Prenda Chupetinha!
Se antigamente os mais idosos levavam os jovens para o CTG, hoje temos casos frequentes de jovens que levam os mais velhos para o Centro de Tradições Gauchas. Não tem Bagual Véio que não sente o coração pular que nem redomão ao ver uma prendinha de 6 anos cantar em uma tertulia uma musica bem campeira! E é só a cordeona abrir os dentes que esta piazada sai saracoteando num tranco de vanerão, é se guasquiando pros dois lados (vaneira 2X2) ou mancando numa perna só 2x1). Agora, na hora da Rancheir o salão ferve, aí ninguem segura esta juventude tradicionalista, é avós dançando com netos, pais com filhos e o Baile vira um retoço só. A invernadas - onde são apresentadas as nossas danças tradicionais, são acompanhadas de uma interpretação de um sentimento que vem do fundo do coração, os sentimentos que afloram nos movimentos e espressões faciais das criança, emocionam até mesmo um peão "tronquera". Reveja teus conceitos, traga pra dentro de um CTG as crianças da tua familia, traga netos, sobrinhos, filhos e até mesmo os filhos dos vizinhos, com toda certeza se desenvolverão dentro de um ambiente sadio. CTG é lugar de velhos. Abra esta cabeça Vivente! |
| Fonte: www.coxixogaucho.com.br |
LIMPANDO A RANILHA
ra.ni.lha = sf Saliência mole, áspera e rugosa, na planta do pé das cavalgaduras.
Todo cavaleiro ou gaucho campesino sabe que é preciso limpar a ranilha do "pingo" para tirar uma pedra que tenha ficado presa entre a sujeira, esterco ou barro que nas camperiadas do dia a dia ficam presas nas patas do cavalo machucando a ranilha e fazendo o cavalo mancar, se entrar uma pedra então nem se fala! O gaúcho cuidadoso não se cansa de limpar as patas do seu cavalo para que seu parceiro não sinta dor.
Fazendo uma comparação com os péssimos tradicionalistas que se infiltraram na tradição gaúcha, e ficam ali como pedras grudada no esterco, prejudicando os caminhos da tradição, seja; inventado novas regras para desfigurar o tradicionalismo gaúcho - fazendo vistas grossas enquanto crimes culturais são cometidos contra nosso patrimônio cultural - deixando que os calaveras da tradição se aproveitem do nosso legado para encherem as burras de dinheiro - importando "TCHÊS PORCARIAS" que são apenas lixos culturais vindos de outras plagas, e permitindo que estas pragas adentrem nos galpões de CTG.
Os tradicionalistas também devem fazer uma limpeza na ranilha e tirar estas pedras que insistem em prejudicar a tradição gaúcha, porque quando eles permitem estes descalabros citados e outros mais, não estão cumprindo o dever de tradicionalistas que é o de passar ás novas gerações o que nos foi deixado por nossos antepassados, o que dirão os nossos filhos se entrarem em um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) e derem de cara com um VUCO-VUCO, ou com um quera rebolando no palco sob o som de um batuque ensurdecedor, onde a gaita fica em terceiro plano, pois o segundo é a guitarra? Como poderemos explicar aos nossos filhos quando se depararem com dois sem-vergonhas que enrolados como cobras no cio bem no meio de um salão de CTG continuam a se esfregar e a patronagem finge que não vê por causa dos "pilas"? Será que é isto que deixaremos para as novas gerações? E o sangue derramado por aqueles tauras que nos sucederam? Deixaremos que sejam pisoteados por estes péssimos tradicionalistas e aproveitadores que nem sequer sabem a diferença entre cultura e diversão? Se soltarmos as rédeas as novas gerações somente conhecerão a indumentária gaucha nos livros.
Portanto, amigos tradicionalistas, precisamos limpar a ranilha e tirar da tradição todas estas pedras com esterco, que só servem para atrapalhar o bom andamento do tradicionalismo gaúcho. Esta em nossas mãos protestar sempre que alguém cometer um crime contra a nossa cultura, seja em rodeios - que eles instem em transformar em rodeios cowtry. Seja em bailes onde o conjunto sair da linha, procure o patrão e faça a reclamação, se o patrão se '"achicar", vá para a frente do palco e reclame com os desrespeitosos. Não deixe passar, pois a nossa indiferença pode nos custar caro no futuro; e o preço é a nossa identidade cultural. E o maior tesouro que nossos antepassados nos deixaram foi a nossa cultura.
Ademir Canabarro
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| A CBTG na pessoa do assessor jurídico o Sr. Antonio Sbano, expôs ao mundo tradicionalista o parecer jurídico a respeito das mudanças que alguns maus tradicionalistas querem promover no estatuto que... |
Me perdoem os que não se sentem gaúchos e nem com a obrigação de defender a tradição, mas quando vejo a tradição gaúcha sendo ultrajada e pisoteada, a minha alma farrapa se encandeia, calço o pé na cancela e a mango e pelgaço saio em defesa do meu Rio Grande do Sul. Alguns não entendem nossa forma de estrutura que respeita os alicerces do passado para projetar o presente, não desrespeitamos os mais velhos para agradar o mais novos, usamos as bases da nossa cultura para educar nossos filhos e fazermos um mundo melhor, na nossa cultura, os mais novos respeitam os mais velhos e acatam os sábios conselhos que vicejam nos lábios dos "abuelos". É mui lindo ver netos e "abuelos" "mirando" os mesmos rumos. A nossa cultura não quer renegar o presente, mas não aceita de forma nenhuma repudiar o passado onde foi plantada a semente dos caudilhos que com força e com honra fundaram a nação tradicionalista. Nossa base de estrutura veio da argamassa feita com terra do chão colorado sovado com o sangue farrapo que outrora banhou as coxilhas do Rio Grande do Sul. Em nome de nossos antepassados, empunhamos a bandeira dos farrapos como símbolo de nossa lutas em defesa do nosso sagrado chão. Respeitamos todos mas temos um orgulho muito grande de sermos gaúchos. O gaúcho trás no peito a humildade e orgulho de ter lutado lado a lado com os lanceiros negros quando no pais ainda havia escravidão, igualmente sentimos orgulho do nosso primeiro herói, o índio Sepé Tiaraju. E quando vemos nosso modo de vida ameaçado ainda evocamos o grito "ESTA TERRA TEM DONO" e com as retinas banhadas pelo rio de lombo vermelho - o Uruguai- e as coxilhas de horizontes largos, nossa alma farrapa se incendeia e lutamos por este chão até o ultimo grito. Ademir Canabarro - um missioneiro
COMPASSO GAÚCHO
Os bailes gaúchos estão voltando
na nossa região, e a gauchada já passou sebo nas bota
e as prendas prepararam os vestidos para saracotearem nos fandangos
que estão por vir. No Balneário Camboriu, o Raízes
da Querência trouxe o excelente grupo ECO DO MINUANO E BONITINHO
grupo com uma bagagem muito grande e bastante qualidade, tocaram
um baile com o compasso gaúcho do início ao fim. Um
ótimo vocal, boa apresentação de palco sem
muita pantomima exatamente como deve ser um grupo gaúcho.
A única nota triste foi os solos de guitarra elétrica
que o "bonitinho" insistia em inserir no contexto. Totalmente dispensável,
se o grupo usa a guitarra elétrica, ela não deve se
sobressair, já que este instrumento nem faz parte da musica
gaúcha. Se alguém do grupo quer aparecer, deve usar
a gaita. Faça um solo de gaita, pois esta sim é da
tradição! Mas não se esqueça! Respeite
o compasso, não fique "suingando", fazendo besteira e estragando
o baile! No coquetel do grupo AMIGOS DO PAMPA do Patrão Carmelino,
tive uma grata surpresa, o trio que animou deu um show de simplicidade,
e respeito total ao compasso gaúcho. Quando ouvi o ronco
da gaita, ainda do lado de fora, me lembrei dos bailes de galpão
lá da minha querência, tal a pureza do som daquela
que realmente importa na musica gaúcha que é a boa
e velha gaita. O trio Passeou pelos sete passos básicos
da dança gaúcha, sem atropelar o compasso e sem assassinar
a tradição, há bastante tempo não freqüentava
um bailezito assim. Somente um conselho ao líder do trio
que animou o coquetel do "tio Carmelo" : Deve riscar do repertório
gaúcho esta musica infame daquele grupo adepto da famigerada
Tchê Musica, o "Vuco-Vuco" esta porcaria não
deve fazer parte do repertorio de um grupo de respeito que anima
um baile gaúcho. Esta musica só deve ser tocada
na casa das "tipas", e nunca em um baile de família
como é o baile gaúcho. De resto, este é um
grupo que eu recomendaria, muito bom mesmo e estão
de parabéns! Daqui pra frente, vamos torcer para que os patrões
que contratam os grupos para animarem os bailes exijam dos conjuntos
o respeito ao compasso gaúcho e também a lista contendo
as musicas do repertório, para que se preciso, vetem para
evitar que musicas que não fazem parte do tradição
gaúcha adentrem nos seus bailes incitando o "rala-rala" e
para não pactuarem com crimes cometidos contra a tradição
que é um legado de todo o povo gaúcho.
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UMA QUESTÃO DE COERÊNCIA
Todo trabalhador preza pelo seu ganha pão, isto é, do seu trabalho sai o dinheiro para sobrevivência sua e de sua família. É uma questão de coerência. Respeito ao seu trabalho. Então podemos dizer que um curso de dança gaúcha é um trabalho já que é ministrado por um grupo e por isto é cobrada uma mensalidade dos alunos. Muitos podem dizer que não tem lucro com os cursos de dança, então vamos fazer uma conta simples: em média um curso de dança tem 100 alunos cobrando uma mensalidade de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) por pessoa, temos R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) e ainda temos um reforço do baile de formatura em geral para um publico de 1200 pessoas pelo preço médio do ingresso a R$ 15,00 (quinze reais) temos uma bilheteria de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais) some a isto o lucro com o bar. Tirando as despesas com o conjunto, com os seguranças e aluguel do clube ou salão, devemos imaginar que este baile deu um lucro de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Agora somando a mensalidade cobrada dos alunos e o lucro do baile, temos um montante de R$ 14.500,00 (quatorze mil reais). Isto a cada três meses que é o tempo de duração de um curso de dança. O que dá no ano R$ 58.000,00 (cinqüenta e quatro mil reais), no mês um saldo de R$ 4.833,00 (quatro mil e oitocentos e trinta e três reais). Nada mal, não é? Já que são em média 6 horas semanais de curso. E, olha a maioria dos cursos tem mais de 100 alunos.
Então porque alguns cursos de dança gaúcha não usam de coerência e mantêm em seus quadros instrutores adeptos do “maxixe” e da “Tchê Music”? Porque não expulsam de seus quadros estes elementos que não respeitam o trabalho? Porque ficam dando rédeas aos conjuntos adeptos do MTB – Movimento Tchê Brasil se os cursos sobrevivem de ensinar os passos e o compasso gaúcho? E porque estes instrutores e patrões não abrem um curso direcionado a ensinar os passos (?) do maxixe? Será que teriam alunos? E se tivessem será que teria continuidade?
Só para pensar, somente em Itajaí e Navegantes existem uns 20 cursos de dança gaúcha. Quantos outros cursos de dança de salão existem (incluindo aí Axé, Samba, Bolero, Gafieira e outros mais) dois ou talvez quatro e não raro fecham por falta de alunos. Tudo é muito claro, a grande maioria quer dançar musicas gaúcha. Então, os cursos de dança gaúcha deveriam preservar a pureza do compasso gaúcho e filtrar os integrantes do grupo para não desrespeitar o ganha pão e respeitar a tradição como todo bom tradicionalista que deveriam ser. Lembrem-se tradicionalismo não combina com modismo ou modernismo.
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É NATAL NO MUNDO. É NATAL NO SUL
É natal, as coxilhas se enchem de uma paz alegre, todos parecem mais amáveis e felizes, até mesmo a brisa nos traz um perfume de massanilha, tudo parece com uma milonga gaúcha apaixonada e tranqüila, com rasguido de boa vontade e muitos acordes de perdão. O peão abarbarado que vive arrinconado nos galpões nestes fundões da querência, também é orelhado pelo espírito natalino, este espírito que está entre nós há 2.000 anos e por certo 365 dias por ano, mas nas proximidades do natal, ressurge com toda a força de uma represa rompida e vai tocando todos os viventes, forçando uma "olhada" pra dentro de si mesmo. Getulio, um ginete domador lá das bandas de alegrete, sempre foi "queixo duro", homem rude acostumado a viver ao léu, nunca se "acolherou" a china nenhuma e nem plantou raiz em qualquer rincão, gostava de carteado e fandango e muitas vezes por um "rabo de saia" acabou com muito surungo. Nunca aceitou desaforo de ninguém. A sua casa sempre foi o galpão de alguma estância, sua cama, os pelegos que usava na montaria e um palinha "bixará" completavam sua morada. Sua vida era montar bagual sentar o "mango" e riscar de esporas até que o maleva perdesse a "balda". Dinheiro na sua guaiaca durava exatamente um fim de semana, ficava tudo na casa das "tipas". O único orgulho deste vivente era sempre entregar a tropa no prazo certo. Nunca se apegou a nada e nem a ninguém. Mas este ano Getulio estava inquieto, não parava de pensar no que aconteceu ao Terêncio, que por causa de uma queimada que não se sabe onde começou, o pobre perdeu a casa e por muita sorte, conseguiu tirar os filhos pequenos de dentro. Mas perdeu tudo, e ficou ao relento ele a mulher e cinco crianças inclusive um "piá de peito". O acontecido deixou Getulio "abichornado" e inquieto, depois de pensar sob o cinamomo, levantou-se decidido, procurou o capataz e lhe pediu um adiantamento por conta da nova tropa xucra e estava chegando, depois de explicar o motivo, o capataz disse que também ajudaria nesta empreitada, o patrão, também soltou mais uns "pilas" pela nobre causa e liberou a peonada para que ajudassem o Getulio nesta tarefa, e todos os peões também colaboraram com algum pila, e saíram porteira afora em direção a serraria para comprar a madeira necessária, e seguiram rumo a grota onde morava o Terêncio. Todos os peões depois de ouvirem o Getulio estava decididos: - A família de Terêncio, passaria o natal em uma casa nova! E se foram estrada afora, acompanhados bem de perto pelo espírito de Natal! Ademir Canabarro - um missioneiro
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*O RALA-BUCHO DO RODEIO*
(Rala-bucho) - Denominação popular de bailes de forró no nordeste brasileiro Mas que barbaridade chê! Só faltou o triângulo para um autêntico forró nordestino. Quem foi na sexta para dançar um baile gaúcho, se viu frente-a-frente com um bailão de forró. Nem parecia o grupo que no ano passado (2005) ganhou todos os prêmios possíveis pelo magnífico trabalho apresentado no cd "PORTAL DA HISTÓRIA". Lançaram algumas músicas que são imprescindível a qualquer baile gaúcho, vaneiras: IGUARIA CAMPEIRA, ABRAM CANCHA PRO RIO GRANDE, BOMBACHUDO, DE TRANCO E VANEIRA, entre tantas outras. E chamamés inesquecíveis como: DEUS É GAÚCHO, DE TANTO PELEAR, ESCUDOS DE TAURA, INSANA GUERRA, DE TANTO PELEAR, INSANA GUERRA, é até difícil enumerar todos os chamamés destes tauras. Mas com um repertório tão bom porque, em um baile gaúcho tocar forró? Porque sair do tranco campeiro? Quando tocaram o bugio estavam ótimos. Os presentes (pouca gente compareceu) quase não ouviam o que o grupo tocava, o som estava horrível, um batuque só. E onde estava a gaita? Poucas vezes foram ouvidos o bufo da gaita, que mais parecia um sopro. A gaita, em um baile gaúcho, precisa mostrar os dentes que nem risada de china. Será que não é por causa de apresentações deste tipo que o público esta se afastando? O salão do Silva, que diga-se da passagem, é um ótimo lugar para dançar, pois é climatizado e conta com um excelente serviço de bar e uma boa cozinha estava praticamente vazio. Se eu contar para quem só ouve os cds do Rodeio eles não acreditarão que o baile estava vazio. É uma pena.
Grupos como o Rodeio, precisam manter a qualidade, porque com a historia que tem dentro da musica tradicionalista gaúcha, eles são uma referência para quem está começando, e um baile sem as musicas deste grupo, não é um baile gaúcho.
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O SINAL DA CRUZ
Durante o Enart, o pátio do evento foi povoado por mais de 8.000 gaúchos e gaúchas de todas as querências deste nosso Brasil, sabendo que para ser gaúcho não precisa ter nascido no Rio Grande do Sul porque gaúcho é um estado de espírito e uma opção de vida, tinha gaúchos do Mato Grosso, do Amazonas cujo lema é "O Rio Grande às margens do Grande Rio" pois está palanquiado às margens do rio Amazonas, tinha gaúchos de Minas Gerais, do Paraná e, inclusive encontramos neste evento o Sr. Orlando Norberto um brasileiro que é o responsável pela fundação do CTG lá na terra do "tio Sam" mais precisamente em Miami - este CTG congrega gaúchos desgarrados e também conta com viventes de lá mesmo, americanos que se apaixonaram pela cultura gaúcha! E inclusive dançam vaneira e bugio bem à moda gaúcha. Como todos sabemos a cultura gaúcha ultrapassou fronteiras e sempre tem um "turuna" fincando o garrão para defender e difundir a cultura legada por nossos antepassados. Bem ao lado do Ginásio, estava palanquiada a Cruz Missioneira! O símbolo máximo do povo que nasceu na região das missões, na região do nosso herói Sepé Tiarajú o primeiro defensor que bradou bem alto: "ESTA TERRA TEM DONO" grito que até nossos dias ecoa em defesa do Rio Grande! Ali estava a cruz de Lorena marcando o acampamento dos gaúchos e gaúchas de São Borja e região, não preciso dizer havia ali muita charla, e a comunhão de um mate bueno, e no sorver da cuia que rodava de mão em mão, muita camaradagem, amizade e confraternização e, é claro, de vez em quando uma gaita arreganhava os dentes bem no estilo missioneiro de ser. Todo vivente que se dirigisse ao Ginásio para assistir às danças invariavelmente via a cruz Missioneira fincada bem no meio do acampamento e a sombra da Cruz, os missioneiros, esta gente cordial e amiga sempre pronta para receber os visitantes, foi o acampamento que mais fez sucesso e recebeu inclusive uma nota no jornal Zero Hora e deixou bem marcado o Sinal da Cruz Missioneira.
Ademir Canabarro - um missioneiro
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REFORÇO TRADICIONALISTA
Conheci a Srtª Carla Gabriela Bender (1ª Prenda da 3ª Região Tradicionalista do Rio Grande do Sul) por ocasião da Semana Farroupilha, em São Borja. Esta prenda não limita o tradicionalismo nos limites do CTG. Ela vive o tradicionalismo! Com um pensamento objetivo ela vai defendendo o tradicionalismo e vivendo esta graça de ser gaúcha com a consciência dos deveres de um 1ª Prenda. Ela não é tradicionalista somente quando usa a faixa de Prenda, ela é tradicionalista 24 horas por dia. Esta prenda, se nega a freqüentar "surungos" ou bailes regados a "Tchê Music" para ela os bailes teem que ser de "fundamento" no compasso gaúcho e em ambiente familiar, como manda a regra do tradicionalismo. Bem diferente de algumas Prendas de Faixa que conheci que freqüentam "boates" com nomes de bailes gaúchos. Bem diferente de algumas que usam a Faixa apenas como um uniforme e ao saírem do recinto, imediatamente a escondem, como se a faixa e a indumentária de prenda fosse vergonhoso. Muitas que se dizem "prendas" se envergonham da indumentária gaúcha, mas não se envergonham de atos obscenos, tais como ficarem requebrando em frente ao palco (na fila do gargarejo) ou se esfregando (maxixando) em algum outro desavergonhado ou ainda ajudando conjuntos que não respeitam o tradicionalismo a cantar (em coro) palavras de baixo calão. Por todas estas qualidades, que esta prenda tem é que respeitosamente, quero lhe dar boas vindas a este site macanudo e desejar que esta parceria seja grande como os horizontes do Rio Grande do Sul. Sejas Bem-vinda Carla Gabriela Bender! E coloco-me à disposição!!!
Ademir Canabarro - um missioneiro
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BAILEIROS OU TRADICIONALISTAS?
Todos os que freqüentam os bailes gaúchos o fazem por afinidades com a tradição gaúcha, seja com os costumes, vestimentas ou ritmos. É claro que a grande maioria não é tradicionalista, o publico não tem o dever de levantar a bandeira do tradicionalismo somente por freqüentar um baile gaúcho, usam a indumentária - pilcha para os homens e os vestidos de prendas para as mulheres mas não são tradicionalistas, tem vivente que não perde um baile sequer. freqüentam bailes tradicionalistas e também surungos que são bailes ruins que desrespeitam a tradição que tocam apenas batuques meros arremedos de bailes gaúchos. A poucos dias me pilchei e fui a um baile promovido por um grupo (Academia) de dança Gaúcha de Salão, a recepção, a organização, a simpatia e a indumentária dos integrantes do grupo estava buena uma barbaridade! Foi encenada uma apresentação que foi de deixar o queixo cair, foi de ficar de boca aberta, uma apresentação maravilhosa! O pecado foi o conjunto contratado, que não respeitou o compasso gaúcho, tocou todas as musicas em ritmo acelerado, tocou um chote tão acelerado que parecia uma rancheira, sem contar que estava ameaçando tocar "vuco-vuco" e por aí afora, é claro que os baileiros não se importaram com isto, afinal, grande parte do publico ali presente estava comprometido com o grupo de dança, ou eram amigos, alunos ou parentes de alunos. Mas ouvi de muita gente que era melhor deixar o som mecânico que foi usado na apresentação! No momento que tentaram tocar um chamamé conhecido, um patrão de outro grupo levantou-se e disse - olha, me parece que é a "Mercedita". Uma pena, porque com certeza os componentes do grupo fizeram vários e exaustivos ensaios, muitas vezes deixando seus afazeres de lado, porque por regra geral um grupo de dança não se sustenta somente com aulas e todos os componentes exercem outra atividade profissional. Se o publico não precisa estar comprometido com a tradição gaúcha, os grupos de dança precisam estar, afinal eles ensinam os passos da dança gaúcha, o grande chamariz usado para atrair os alunos é a tradição gaúcha. Os componente de um grupo de dança, devem ou deveriam tradicionalistas, aquelas pessoas que pertencem a este ou aquele grupo de dança, não deveriam maxixar, ou se comportar inadequadamente nem em eventos promovidos pelo seu grupo, nem em outro evento qualquer, afinal além de baileiros eles são também tradicionalistas. Os grupos musicais devem entender que estão cumprindo um contrato de trabalho como outro qualquer, portanto sob as regras da casa, cabe a os patrões exigirem que o trabalho seja bem feito, isto tudo deve ficar acordado de antemão! Porque a maioria dos conjuntos musicais tem dois repertórios, um para quando o patrão (aquele que contrata o grupo) é mais exigente e quer um baile tradicionalista. Outro para tocar em qualquer "surungo" neste caso, vale "vuco-vuco", "bebo pra caraí" e outras letras sem o respeito que a família merece. Afinal queremos ser apenas baileiro ou queremos ser tradicionalistas?
Ademir Canabarro - um missioneiro Fonte:CoxixoGaucho.com.br
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O RIO GRANDE BAGUAL E RESPEITOSO
Em São Borja onde se vê crianças de colo e chupeta "pilchaditas" no más, vê-se CTGs onde se cultiva o tradicionalismo bagual dos tempos de antanho mesclado com respeito e hospitalidade, encontra-se também piquetes de chão batido e piquetes como o da "Tia Ramona" palanquiado na costa do Rio Uruguai onde se ergue uma bandeira em defesa do tradicionalismo gaúcho. São Borja é um lugar especial onde avôs e netos vivem o orgulho de serem gauchos e respeitarem as tradições. Nos Grandes CTGS como nos Humildes Piquetes de chão batido muitos mantidos pela chucra abnegação do proprietário continuam a proclamar o legado maior do nosso tradicionalismo que é o respeito às tradições. Mas também na bela e hospitaleira São Borja encontramos também uma nota triste. Um Piquete (PTG JOÃO MANOEL) fincado dentro das dependencias do quartel vai na contra-mão do tradicionalismo, e ao invés de promover bailes gaúchos onde se cultiva o ambiente familiar, prá começar escureceu o salão, contrata grupos ligados ao MTB (Movimento Tche Brasil) que não respeitam as regras clara de executarem musicas gauchas no compasso gaucho, as gurias que costumam frequentar o "bailão do PTG" usam decotes exagerado, blusas muito curtas mostrando a barriga e calças bem abaixo do umbigo NADA DE ACORDO COM UM EVENTO DENTRO DE UM PIQUETE OU CTG! Em eventos na Semana Farroupilha não se exigiam indumentaria na portaria. Indumentária Zero! Musicas tocadas pelo grupos que lá se apresentam são mescladas com sertanejos, axé, forrós e pagode. Musicas tradicionalistas Zero! Durante a meia hora que fiquei na portaria (não tive coragem de entrar) ainda tristemente, dei de cara com uma 1ª Prenda de um CTG que deixando o respeitoso ambiente do seu proprio CTG "deu um pulinho" no Bailão do PTG, naturalmente escondida dos pais. Esta prenda deveria ao menos tirar a faixa de prenda - por respeito.
Este piquete deveria se punido pois não é mais um piquete e sim um Bailão! Onde está o coordenador que não faz com que este Piquete mude o nome para "Bailão João Manoel"? Assim ficaríamos todos felizes, tradicionalistas não mais iriam neste local e não reclamariam que a tradição gaucha esta sendo desrespeitada dentro deste berço do tradicionalismo que é São Borja!
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BEBENDO ÁGUA NA FONTE
A patria gaúcha esta em festa! A imensa nação gaúcha esta comemorando a Semana Farroupilha, no Rio Grande do Sul, todas as entidades tradicionalistas e toda a gauchada se envolve nos festejos que culminarão no desfile do dia do Gaúcho - 20 de Setembro! A chama Crioula esta acesa em guardada por tradicionalistas que montam vigília 24 horas por dia, em todos o CTGs e Piquete e qualquer vivente pode se aprochegar que vai conhecer a hospitalidade do gaúcho, em todos os cantos roda de chimarrão, comemorações e muita camaradagem - coisa de gauchos! Quando voce chega em um piquete, um CTG, ou em um baile, imediatamente o Patrão vem lhe dar as boas-vindas e coloca a casa a tua disposição. E em São Borja não poderia ser diferente, aqui e em todo o Rio Grande do Sul o tradicionalismo nasce nas escolas e por certo o orgulho de gaúcho também! Todos os dias da Semnana Farroupilha nas escolas a Piazada se apresenta em invernadas artísticas, existe em cada escola uma Invernada Artística, infantil, Juvenil e pela idade das crianças que eu vi existe também a Invernada dente-de-leite. Esta petizada se apresenta em todas as escolas, portanto, em todas as escolas tem apresentação! As danças tradicionais gauchas eles tiram de letra! Nas interpretações deixam trasparecer o orgulho de serem gauchos, são interpretações de emocionar qualquer "bagual veio"! Mas tem piazitos e prendinhas tão pequenos que às vezes chego a duvidar que não usam fraldas. Acho que todos aqules que trazem no peito o orgulho de serem gaúchos - como uma peregrinação a Meca - devem visitar o Rio Grande do Sul na Semana Farroupilha! Deve vir BEBER ÁGUA NA FONTE !
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BEBER ÁGUA NA FONTE
O Rio Grande do Sul esta em festa, a Semana Farroupilha esta no dia a dia do povo gaúcho, a tradição está em festa. Nesta semana todas as cidades se mobilizam, os tradicionalistas se reunem e promovem eventos visando a comemoração da semana que culminará com a data máxima do tradicionalismo gaúcho, o dia 20 DE SETEMBRO - O DIA DO GAÚCHO! É interessante notar que a população toda começa a deixar mias transparente o gauchismo que muitas vezes fica escondido dentro de cada morador do rio grande. No acampamento de montado no parque da Festa ta Uva em Caxias do Sul, há muita roda de chimarrão, hospitalidade, muita charla e como não poderia deixar de ser... O velho e bom bufo de gaita e um taura soltando os versos campeiros garganta afora! Hoje dia 13/09 estivemos proseando e ouvindo um gaudério chamado João Alves, compositor e trovador que alegrou nossa manhã com músicas bem campeiras e uma gaita ponto "mui guapa", o gauchismo é isto, muita hospitalidade e camaradagem. Como se diz gaiteiro é o que não falta no Rio Grande do Sul. E a equipe do Coxixo vem para beber água da fonte e levar para os pagos gauchos de Santa Catarina um abraço do tamanho do Rio Grande.
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MAIS UMA AFRONTA SEM CASTIGO?
O CTG Fazenda Silva Neto ou deveríamos
dizer CMTB (Centro do Movimento Tche Brasil)? de Canelinha que realizou
o 1º Rodeio Crioulo Internacional e o 9º Rodeio Crioulo
Nacional . Afrontou o órgão maior (ou menor?)
do tradicionalismo gaúcho de Santa Catarina o MTBSC, trazendo
para o pátio do rodeio show com uma dupla de cantores sertanejos,
e um bando de adeptos declarados da tche Music para fazerem a festa
e desrespeitarem a tradição gaúcha, este
legado que nos foi deixado pelos nossos antepassados. E o MTB (Movimento
Tche Brasil) dentro de um CTG (Centro de Tradição
Gaúcha) que deveria ser um esteio do tradicionalismo, onde
deveria ser apresentado a mais pura cepa do nativismo gaúcho,
tornou-se um palco e um expositor daqueles que não conhecem
a palavra respeito e não entendem que tradicionalismo não
é modismo. E um "HONORÁVEL" senhor representante do
MTGSC vem a público dizer que a convenção precisa
ser homologada, e que contratos precisam ser cumpridos (contratos
estes que já foram assinados à margem da carta de
princípios que regem a conduta dos CTGs). Que absurdo!!!!!
principalmente vinda de quem tem a obrigação de fazer
cumprir a Carta de princípios ! (a carta magna do tradicionalismo
gaúcho). Meu caro Senhor, tudo o que foi votado e aprovado
na 6ª Convenção, em Pato Branco - PR já
existia e era ciente de todos os CTGs filiados aos MTGS e apenas
aqueles CTGs comandados por maus patrões desrespeitam. Com
sua meia palavras o senhor esta querendo dizer que Manoelito Savaris,
o presidente do MTGRS agiu à margem da lei quando expulsou
o Centro Nativista Nova Raça de Pelotas e suspendeu o poderoso
CTG Porteira do Rio Grande de Vacaria? Não meu caro Senhor,
as regras já existiam... Apenas faltava pulso e tradicionalismo
para cumpri-las. No Rio Grande do Sul o MTG já tomou as rédeas
nas mãos. Agora, eu pergunto: O CTG Fazenda Silva Neto
vai ficar impune mesmo cometendo esta afronta ao MTGSC e aos verdadeiros
tradicionalistas?
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MÃOS À OBRA GAUCHADA!
Durante muito tempo o MTG foi duramente criticado devido a sua falta de atuação no tocante a fiscalização nas ações dos CTGs e outras entidades a eles filiados, que só usavam o nome do tradicionalismo, mas nada faziam para preservar a rica cultura gaúcha, as regras - aquelas existentes na "Carta de Princípios" que é a carta magna do tradicionalismo gaúcho e que com toda certeza quando um órgão se filia ao MTG toma conhecimento e afirma contrato de respeitar não só as constantes na carta, mas também as outras regras já votadas e em vigor. Estas regras todas vinham sendo pisoteadas em nome de um modernismo que não cabe no tradicionalismo e dos "pilas" fáceis. Os maus patrões e os tradicionalistas de ocasião faziam a festa, enquanto assassinavam a rica cultura gaúcha!
Mas o MTG, na pessoa do seu presidente o Sr. Manuelito Savaris, resolveu pôr bridão neste redomão, puxou as rédeas e ajustou o caminho. Expulsou o centro nativista de Canoas o "Nova Raça", notificou outros tantos e suspendeu o poderoso CTG Porteira do Rio Grande de Vacaria. Os que se sentiram prejudicados corcovearam e fizeram "bravatas" do tipo: -Não precisamos do MTG. E por aí afora. No entanto, ninguém solicitou desfiliação do MTG, muito pelo contrário, o que se viu foi um esforço no sentido de se ajustar aos "trilhos".
Na 6ª Convenção do CBTG (Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha) novas medidas foram adotadas visando à preservação do tradicionalismo gaúcho onde o principal alvo foi estes grupos de "Tchê Music" que infestaram a querência, o nome já se escreve errado (segundo Paixão Cortes é Che, e pronuncia-se tchê). Bem, se o nome já esta errado, o que dizer das nossas musicas que eles tocam errado também. Qualquer grupo que se apresentar em CTGs ou eventos promovidos por estes, somente subirá ao palco devidamente “pilchado”, e deverá apresentar o repertório com no mínimo dez dias de antecedência, não poderá tocar musicas que não sejam tradicionalistas gaúchas, e estas serão tocadas no compasso gaúcho. Nada de som arrebentando os ouvidos, ou shows estranhos ao tradicionalismo. A percussão deve se manter no lugar dela, isto é, não deve se sobressair e nem sustentar gaiteiro preguiçoso. Nestes eventos, não serão permitidos casais em atitude que ofenda a moral de pessoas decentes. Nos pátios, não poderão ser tocadas musicas que não sejam gaúchas e não terá nenhum “bolicho” vendendo produtos que não seja da tradição gaúcha. Portanto, nada de chapéus de cowboys.
Você tradicionalista, também é responsável, sinta-se posteiro da tradição, ao ver qualquer regra quebrada, fotografe, filme, procure a organização do evento, se não for atendido (a) envie queixa MTG-SC e se ainda assim não forem tomadas providencias, estas queixas deverão ser encaminhadas ao CBTG. As pessoas diretamente envolvidas com o MTG como: aos coordenadores regionais, as 1ª Prendas de Faixas os peões deveriam ser convidados a exercer esta fiscalização. Em conversa com algumas destas prendas, ouvi a queixa de que elas têm o papel apenas decorativo e, na verdade elas querem é trabalhar pela causa tradicionalista. Então gauchada é hora de pormos “mãos à obra” e fiscalizar e exigir que as regras sejam cumpridas. E nós do site www.coxixogaucho.com.br estamos à disposição para ajudar você. Temos nossos contatos dentro da CBTG e MTGs qualquer problema procure nos que podemos te ajudar.
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Obs: Esta Coluna é de responsabilide do Sr. Ademir Canabarros
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